domingo, 31 de maio de 2009

Diário de uma Americana (1984)

Aquele dia que resolvi sair de casa. Saí as pressas calçando meus sapatos no opala 78 de minha amiga Catarine. O assunto não era outro a não ser os garotos da discoteca. Eu muito tímida não me encorajei a ter nenhum rolo com os brotos daquela daquela noite.Entramos e as luzes do globo sobre meu rosto começaram a dançar e a batida refletida nos óculos escuros dos rapazes enjaquetados no balcão. Fui tomar um milk-shake. Um dos belos rapazes sai do balcão e me aborda com suas mãos em minha cintura e susurrando delicadamente, pra alguém que toma uma postura tão inadequada, diz: "aposto que você fica bonita da pista" e me deu um sorriso largando seu óculos na mesa, me puxando pela mão direita. Eu não sabia se ele estava procurando romance ou...
A noitada estava sendo ótima dançando em rítimo acelerado. Ele bruscamente me puxou para fora da discoteca e rimos bastante. Era algo inesperado de uma noite de sábado. Ele me falava, enquanto sentavamos na calçada , sobre coisas absurdas como me dar as estrelas e roubar o sol pra me aquecer nos dias de intenso frio. Ele desacreditava em amor a 1° vista, como. Até nos conhecermos. Bom, foi uma noite muito romântica na traseira de seu santana 84. Amanheceu o dia e o sol bateu em meu rosto me cegando por alguns instantes. Percebi que ainda estava no carro. Eu me assustei. Peguei minhas roupas e vesti num estalar de dedos. Eu precisava ir, antes que soubessem de minha loucura cometida ontem. Enquanto calçava os sapatos ele me puxou e me roubou um beijo. Foi o beijo mais triste que dei. Em saber que não iria mais sentir seu corpo junto ao meu, e que aqueles lábios doces e aveludados nao me tocariam mais, que o seu calor não me aqueceria mais e que o nosso amor não mais cederia aos nossos beijos, me deliciei em seus lábios como se fosse a última coisa mais importante que faria em toda minha vida. Ele me olhou nos olhos, sem medo de se perder no buraco negro de dor deles, e susurrou tão perto que seu hálito doce e delicioso me deixou tonta, e disse " porfavor não vá" . Eu lutei contra elas mas sempre fui fraca, e pelo meu rosto avermelhado elas rolaram umidecendo seu peito nu. E só me lembro de ter pedido perdão e ter saído contra a brisa daquela manhã. Eu não sei quem ele é. Não sei como se chama. Nem sei se vivo ainda está. Eu só guardo fotografias de lembranças de um grande amor de um sábado a noite.

sábado, 16 de maio de 2009

Leite com biscoitos.

Se me visse afogar todos os meus problemas naquele copo de leite e biscoitos, saberia que as paredes brancas nao fazem juz ao meu raciocínio.
Se tentei namorar a lua foi porque sonhava de dia com esta alucinação e me rendia a ela com o pôr-do-sol. Me condenar a viver sem ela anulou essa medíocre sentença. Condenar ela a viver sem meu amor nublou as noites e os dias com um tom mais de cinza, luto e dor. Meu coração não se fortaleceu. A lucidez foi se dispersando em meio a neblina de meras ilusões contínuas que vão se entrelaçando em minhas cordas vocais esmagando-as concequentemente condenando todo nosso amor , qe me lembrava o cheiro de rosas vermelhas, a um dia indiferente da noite. Num canto branco e fechado. Agora em meus momentos de confissão lhe conto a verdade que só estou na Terra até hoje porque vim te buscar flores.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Safra de 99.

Andei por essas estradas vagando. Nas pedras que chutei, que me chutaram.
Nas flores que arranquei , que arrancaram de mim.
Se não te procurei, o teu perdão desejo que saia de seus lábios ardentes. Pois levei todas as lembranças de nosso affair misterioso que quebrou todas as barreiras da decência do século XVII.
Se não te procurei, foi porque me achaste junto a tuas roupas que cheiravam a vinho da safra de 1999 que tomamos noite anterior.
Ainda sinto os seus lábios se deliciando de minha boca. O modo que me envolvia em seus braços era enlouquecedor.
Vaguei por essas ruas que conheço, imaginando como o nosso amor teria dado certo se Arlequim não tivesse voltado.

Devaneios.

Quero gritar até minhas cordas vocais se rasgarem. Quero correr e pular até minhas pernas se quebrarem. Estou inspirando e expirando tão rapidamente que sinto meus pulmões explodirem. Meus coração, acho que vai fugir pela boca! Ele bate tão forte que arde em meu peito.
Quero cantar cantar e serei tão desafinada que quebrarei os vidros das janelas desta sala. E quero cair no chão e mexer meus braços e minhas pernas e fazer um anjo no concreto deste andar.
Quero dançar e dançar ao som desta noite até meus pés não suportarem meu corpo. Estou tão perdida em meus sonhos que não consigo me encontrar, na verdade, eu não existo mais. Só consigo ver você! Ah meu Deus você me deixa em total extâse, estou em estado de loucura!
Talvez você não chegue a ler isso, talvez eu não leia mais isso , talvez esse texto desvairado nunca seja lido. Mas sou obrigada a escrever , antes que meus pensamentos se explodam e minha cabeça e eu acabe entrando em coma outra vez. coma d'alma.

Eu realmente não sei.

Estou nervosa, minhas mãos estão suando frio, as minhas pernas estão tremendo. Estou insanamente falando coisas absurdas. Eu não sei, meus olhos brilham mais hoje.
Meu coração em batimentos acelerados. Ele passa por mim. Estou estática! Estou reagindo estranho, acho que um novo sentimento está entrando na minha vida...E sei que todos perceberam.
Sou obrigada obrigada a fingir que você não existe, que minha vida não tem cor que o suor de minhas mãos não escorreram sobre meu rosto que não ri não chorei não gritei mesmo de alegria que muitas vezes não me deu vontade de correr e correr até abraça-lo e fingir que nunca não me importaria em adoecer só pra te ver mais vezes, se for pra te sentir aqui perto de mim. Nem por um segundo não quero te ver longe e as vezes eu respiro e respiro e não me faz sentido você não estar por perto e vezenquando você me doía tanto e eu e minha companheira insônia,maldita de todas as noites que me acompanha, me faz escrever coisas que nem eu mesmo entendo. Coisas que não fazem juz aos meus insanos sentimentos por você. Eu não entendo, não entendo. Estou sem sono, já está amanhecendo e por onde vago, as cores começam a aparecer e eu te vejo atras dessa parede que vidro e tento me esconder, maldita timidez. Estou andando, estou nervosa, minhas mãos suam frio...

Vento frio.

Me despedaça. Com se faz bem-me-quer, mal-me-quer com uma flor. Me despedaça. Dá uma facada em meu peito que quebra estilhaça, se disperça no obscuro de minh'alma. Me despedaça como alguém como alguém que não se quer um momento de dor sem pensar no próximo. Me mata com este pêndulo de dor que vai e volta, vai e volta, vai e volta em meu coração.
Enquanto festejas, há um coração que arde de amor não correspondido. O pêndulo aflito se mantém estático. A dor pérpetua que corre bruscamente, enfesta minh'alma em chamas. O ardor das chamas enche meus olhos que gotejam de aflição.
Me despedaça em risos sarcásticos de maldade que nao se ouvi em qual quer esquina, em qual quer coração. Ouço no meu.
O Amor que procuro em mim, está vagando por estas ruas que desconheço... Encontraste meu amor? Se o encontrar, manda-o vir logo. Antes que os pedaços da alma impassiva se vá com o vento frio que beija minhas feridas.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Pierrot.

Sabes Pierrot, tem um garoto que, não sei. Ele estava sorrindo. Sabes que nunca me importei muito com as expressões faciais das pessoas. Mas, RS, seu sorriso. Era muito familiar, me lembrara alguém, alguém que gostava muito. Eu não sei quem. Sei que estava a vagar quando passou um mero vulto. Ah Meu Deus era o vulto mais formoso que já vira em toda minha vida! Seu sorriso torto... aah, o seu sorriso, ele havia me tirado de uma escuridão continua e perpétua. Não que eu morava nela, mas havia uma parte do meu interior que ela alcançava. é, realmente eu gostava daquele sorriso, confesso. Mas não era pelo fato óbvio de todas as moças se derreterem de paixão pela sua beleza inconfundível! Eu estava vendo algo que acho, que por loucura minha, ninguém estava vendo. Eu via um menino, uma pequena criança, marcada pelas feridas da infância que se escondia atrás da sua intensa timidez. Oh céus! Naquele dia eu percebi que ninguém o vira realmente. Mas, enfim, falava sobre seu sorriso que naturalmente se escondia em seus lábios rosados e bem desenhados. Eu o vi sorrir de orelha a orelha. Seus dentes brancos ofuscavam qualquer luz medíocre por perto. Eu não sei. Lembrava-me alguém. Pierrot, a partir deste dia, eu não me aquietei! Aquele brilho no seu olhar perdido em meio as risadas fortes havia me conectado a ele, isso era normalmente irrelevante, mas ele, RS, ele não só se conectou comigo! Seu olhar me perseguia, eu não sei, o seu sorrir não saía de minha mente nada lúcida. E aquela criança Pierrot? Pierrot? E aquela criança que vira diatrás em seus olhos negros? Seus olhos intensos! Eu não conseguia olhá-los. Eu tinha medo de me perder neles! Aaaah, Pierrot! Eu não sei. Não tenho dormido direito, percebes em meio ao meu rosto pálido, minhas olheiras fundas e roxas. os meus superiores reclamam de minha falta de atenção! Droga, eu não tenho culpa! Ah garoto! Porque não queres sair de minha cabeça? Sua conexão não me dava espaço! E eu que conversava com ele no dia passado , sua voz grossa e escassa, me assustava um pouco... mas com o tempo me apaixonara por ela.aah,Pierrot, o engraçado é que o seu sorriso me obriga a rir também! Pierrot, Pierrot. Eu não sei! Acho que ele nunca olharia uma insignificância do mundo, eu. PIERROT, esses dias ele estava diferente! Ele me cercava com palavras bonitas, eu não diria bonitas, alias, interesseiras,galanteios, acredito.. sabes que ri. Pierrot! Ultimamente estou ficando deseperada ! estou perdendo minha conexão com ele! Pierrot! Pierrot! Ele está indo embora! Eu estava correndo, mas sabes que tenho pernas curtas, eu não o alcancei! Oh meu Deus! Pierrot ele não pode ir embora! Eu preciso vê-lo sorrir ! Preciso um dia saber qual o gosto de seus lindos lábios rosados que me prende, me rende totalmente, inteiramente a ele! NÃO PIERROT ele não pode ir embora! “Seu sorriso, seu sorriso” era o que conseguia pensar... infinitivamente mais nada. Aquilo que me confundia no começo, me enlouquecia, me excluía, me prendia fora embora! Aar, Pierrot, não fazia sentindo! Confesso que em profundo sono eu ainda o procuro! Pierrot o seu sorriso, o seu sorriso.. não me fogi da mente! Ah Pierrot! Se soubesse que era isso que pensavas quanto tu passavas por mim. Pensavas, vezenquando pelo menos.