sexta-feira, 15 de maio de 2009

Safra de 99.

Andei por essas estradas vagando. Nas pedras que chutei, que me chutaram.
Nas flores que arranquei , que arrancaram de mim.
Se não te procurei, o teu perdão desejo que saia de seus lábios ardentes. Pois levei todas as lembranças de nosso affair misterioso que quebrou todas as barreiras da decência do século XVII.
Se não te procurei, foi porque me achaste junto a tuas roupas que cheiravam a vinho da safra de 1999 que tomamos noite anterior.
Ainda sinto os seus lábios se deliciando de minha boca. O modo que me envolvia em seus braços era enlouquecedor.
Vaguei por essas ruas que conheço, imaginando como o nosso amor teria dado certo se Arlequim não tivesse voltado.

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