domingo, 16 de agosto de 2009

juntar e espalhar. num estalo.

As vezes eu me deparo com certos tipos de situações que normalmente sao coisas da vida, que todos passam.Mas sao coisas que aparentemente nao tem muito valor. Faz lembrar o caso de uma menina que a vida se parecia perfeita, ou ao menos agradavel a seu padrão. Vida social normal, pai casados judicialmente, uma irmã e um urso que nao desgrudava nas noites frias, calorentas, agoniantes, amendrontadoras ou sequer normais de sonos intensos e pesados. os outonos, ivernos se tornando algo muito peculiar afinal nao mudava. Suas experiências joviais eram as menos desesperadoras possiveis, na frente dos pais é óbvio. Ela ja tinha de tudo em seu corpo, ou mente. entrado saido, tragado, inalado.. ela ainda nao tinha uma vida indiferente. Isso realmente não havia te desesperado, se ja havia passado por coisas piores. familia o de menos e garotos o normal no dia a dia, o sentimentalismo uma lei que explodia por dentro e uma luz , que tal luz tenebrosa, que nao se explodia por fora a nao ser pela sua inexpressão aterrorizadora, era algo inexplicavelmente insano. normal pra ela, ou pra eles. Ela só nao queria problemas comuns. e.. não recebeu mais do que nao pediu, ou sugeriu nem se quer um pigarro, ou um café; ela respirou fundo realmente nao queria escutar aqeles gritos, mas escutava. o seu ouvido parecia estar colado naquela porta e as lagrimas pareciam nao caber no interior de suas palpebras, e seu globo ocular expremia elas e esmagava toda a dor daquilo, ja passara por coisas piores idai? idai, que ela esperava tudo, pela fumaça pela chuva pelos ventos e a neve as neblinas os carros as folhas, mas nao pelo sol. isso normalmente nao era bom. pra ela nao, e nao foi. os gritos as intrigas e tudo aquilo lhe arruinou. suas primeiras palavras seus primeiros passos as risadas os xiados para acalmar as canções lentas sem sentidos mas sonolentas as tardes de verao jogar bola jogar bola rir parar e lanchar em grupo. a vida social tava um porri, mas nao lhe encomodava. só batia a velha contusão no joelho, que nao se tranparecia pela suas calças levemente folgadas, que lhe deprimia ao passar pela porta da casa. e a infelicidade lhe oprimia e se alastrava e se explodia mas nao transcendia nada por fora. apenas a velha inexpressividade aterrorizante esmagadora que agonizada de dor e tortura. ela infielmente sagaz e peculiar demais pra se entender. a hipocrisia de sorrir se entristecendo por dentro. ela sabia o que passava e nao sabia como lidar. era só mais uma separação. a corte judicial cuida disso, ou destrói.

sábado, 1 de agosto de 2009

jovem romeu.

Estava num onibus. Mato lá fora e passageiros atacados pela saudade dentro, pelo menos eu estava. Depois de tantos desejos, tantas loucuras, tantas lágrimas e risadas, depois de declarações e dos sonhos eu finalmente iria ver meu Romeu.
Acabado de entrar no onibus eu já estava sentindo boroletas surgirem, o estomago revirar, as pernas tremerem e a voz falhar. Ajeitei o meu violão no meu canto direito para não atrapalhar minha amiga que logo logo voltaria com besteiras pra comermos. Parecia que eu estava vivendo 14 anos de novo. O tempo nao passava e começo a achar que este ônibus é uma espécie de nave espacial que nos levará a aliens canibais. Eu etava mesmo normal, começava já a ter paranóias e minha amiga tinha dormido na cadeira ao lado.Deve estar sonhando com o tal garoto esperou pra ver o ano inteiro. Os presentes de natal estao chegando. Tomei um comprimido e finalmente dormi.
Algo faz arder meus olhos incansavelmente na luta de fazer eles abrirem. Era o sol. Eu havia esquecido de fechar a cortina do onibus. E não passou tempo demais e já haviamos chegado. Os olhos inchados, a roupa desajeitada, e chips espalhado pelo chão do onibus. A única coisa que permanecia no mesmo lugar era meu violão que durante tempos eu juntei meus trocados para te-lo.
Eu senti um grande alívio quando saí do onibus. O ar, puro invadiu meus pulmões, e minhas pernas falharam. Nada melhor como começar o dia de cara no chão. O gosto de sangue pestanejou em minha boca. Um rasgão no lábio infeior e um band-aid no canto direito da minha testa.
Nós tomamos café-da-manhã e eu ao terminar o meu ultimo biscoito de pouvilho, quando ouvi uma musica infernal aumentando cada vez mais. Era meu celular. ELE. er, a música já não me era um incomodo.
-Bom dia.- Aquela voz fez meus braços arrepiarem, o meu café-da-manhã dançar em meu estomago, toda a loucura havia voltado.
-eer, bom dia. rs- Você não tinha nada melhor pra falar né karol! AF .
Nós marcamos rapidamente o lugar onde iriamos nos ver. Ele já havia saído de casa e o último biscoito de pouvilho foi deixado no prato. Meu cabelo preso, agora solto. Meus olhos nus, agora com cor. Meus lábios secos, agora com um tom de pêssego. Ajeitei minha roupa e recoloquei a tiara. Me sentei pra ver se a borboletas paravam de festejar em meu estomago. Eu estava pálida , fria e imóvel. Eu ia conhecer, aquele que por tantos anos sonhei com nosso encontro sem me limitar eu imaginei em tais loucuras que cometeriamos e nem uma palavra a ser dita, apenas gestos. Tudo que eu precisava dizer já havia sido dito. E só de pensar ficava aflita. O nervosismo se apossara de mim. A timidez não desgrudava nem um tanto.
Estou toda arrepiada, as borboletas que finalmente haviam se acalmado, agora estavam loucas. Ele se sentou ao meu lado. É ele. É ele. É ele! O cabelo bagunçado, os olhos brilhantes, os lábios rosados, os braços magros. Ele era mais lindo que eu imaginava. E enquanto eu pensava nisso eu estava feito uma idiota olhando pra ele até que fiquei com vergonha, as bochechas rosaram, falei oi e dei um meio sorriso. Ele me abraçou formalmente. Maldito nervosismo. Ficamos igual dois mimicos, calados. Só olhando um para o outro. Até que eu puxei um assunto nada a ver e começamos a conversar. O meu próximo onibus era a tarde. Aquela manhã seria de Romeu e julieta.
Ele me contou tantas histórias e meus olhos nitidamente brilhavam. As vezes ele parava de falar e eu ainda o fitava bastante e não percebia o quanto ele estava sem graça. Então peguei meu violão e decidir cantar uma musica que realmente pensava nele. O vermelho estalou em nossos olhos. Ele atento não sabia se olhava pro violão ou para mim. Toquei minha favorita do disco ruru elizabeth, Golden. Devo ter errado duas ou tres notas. Ele parecia hipnotizado com a situação. Minha havia desgrudado do violão e sem nem respirar. Quando dei por mim, minhas mãos estavam torneando o seu rosto macio e seus lábios estavam colados com os meus. Eu sentia sua respiração como se fizesse parte de mim. Eu esperei tanto por esse momento. Não queria que acabasse. "E foram felizes para sempre". Esse momento era meu para sempre. Ele era tão doce. Enquanto ficava falando sobre a vida dele, nós dois abraçados sentados num canto, e as vezes eu cantarolava She had the world quase susurrando "She'd wanna kiss you all the time" de modo que se tornava especial por só ele ouvir, e me entender. O quanto falamos, rimos, beijamos, nos amamos. Eu realmente queria parar o tempo, eu queria aquilo pra sempre.
Já era tarde e meu onibus ja havia chegado. Minha amiga havia chegado e me chamado para me apressar. E na mesma hora suas mãos pressionaram minha cintura como se quizesse que eu saisse dali. Ele me abraçou forte e começou a dizer várias bem baixinho em meu ouvido " Por favor não vai, não vai, porfavor." Eu o abraçei , minha amiga ja tinha saido sem percebermos. Eu o olhei profundamente. Eu o olhei...O olhei e disse " está tudo bem". Eu tinha que ir o onibus já estava indo embora, ele puxou me abraçou e me beijou, olhou pra mim. E riu. "É, eu te amo." Beijou minha testa, arrancou o seu corsão que sempre carregava consigo e enquanto nos beijavamos, ele abriu cuidadosamente minha pequena mão e deixou ali o cordão. Ele acariciou meu rosto e me disse tchau. Romeu e Julieta dessa vez não morreram. Mas saudade envenenou e apunhalou os dois. Bom eu segui meu caminho com meu caderno na mão reescrevendo como seria meu próximo encontro perfeito. A mágica continua.