sexta-feira, 23 de outubro de 2009
because
Tudo gira, e as náuseas o faz pensar que nem precisou de uma pilula branca ou de algum tipo de pó para suas alucinações florecerem saindo de sua boca, olhos, ouvidos. Esta tão frio e ele s sente no mar, totalmente nu sem proteção ou outro corpo pra se aquecer. as veias de sua garganta pulsam loucamente como um motor de um carro de corrida, foi imprescindivel tentar evitar as náuseas subirem e subirem. Seus olhos balancarem conforme o ritmo sonolento e empnotizador da música. Seus braços balançavam e balançavam e cada vez mais tudo girava. sua lágrimas desciam de seus olhos avermelhados tom de sangue, desciam quentes como se parecia borbulhar dentro das palpebras. ele só pedia perdão a Deus por não aguentar tudo aquilo que estava acontecendo. o sol parecia cansar, os pés pareciam sangrar. e as lágrimas pareciam não parar. porque o céu é azul e isso me faz chorar. ele tentava se concentrar. ele implorou pelo menos até duas dormidas do sol para Deus lhe dar forças para não fazer aquelas coisas acabarem de uma vez por toda com todas as seus 17 outonos. suas lágrimas secaram e seu rosto desinchou, mas sua ferida pulsa tentando abrir e com suas grandes maos ele tenta fecha-la fazendo-a sangrar mais e mais, e mais.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
crying lightning.
Ela viu todas aquelas coisas desmacharem, os céus, os alicerces, as pessoas, os prédios parecem cair como tijolos sob sua cabeça e cada passo um prego enfiado nas suas artérias. as pessoas parecem metralha-la com os olhares, e seus pés doem, doem doem. nao mais que o coração. ela nao se importava. o sorriso estampa uma pintura mal feita no seu rosto. aquele balaclava nao escondia seus lábios tremendo e seu nariz ficando vermelho, não escondia o ódio, muito menos a falsa indiferença. pula, grita, chora, ela se quebra como um forte relâmpago em sua cabeça tanscendendo seu corpo de uma luz ruim. só passos, só passos. uma luz chorante e triste a ilumina e todos veem como um mero sol quente de verão, mas ´so nela. iluminando por fora e estremecendo de frio na escuridão por dentro. "estou bem, não se preocupe jeane", ela mentia tão descaradamente que parecia estar cuspindo no prato que comia com um ar de satisfação. sua hipocrisia atingia como helices afiadas nos ouvidos de quem era obrigado a ouvir suas palavras mentirosas. ela corrompia sua maturidade fingindo ser tao auto-suficiente para aguentar ver tais coisas exorbitantes e supérfluas. e mais escurecia e o sol mais brilhava e aquilo a machucava mais. era uma luz brilhante, o sol brilhava nas suas costas mas sua fronte era de tristeza e dor, estava escuro. sua sombra formava uma cobra aos pés de todos. a calçada parecia entristecer com ela e todos a sua volta sumiram. as nuvens pareciam chorar ardentemente até perderem o folêgo, manchar sua maquiagem mal feita, seu balaclava cair, e tudo for pro espaço. ela estava num gramado e a chuva era seu cobertor, ela fechou seus olhos. e as nuvens choraram, com ela.
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