sexta-feira, 9 de outubro de 2009

crying lightning.

Ela viu todas aquelas coisas desmacharem, os céus, os alicerces, as pessoas, os prédios parecem cair como tijolos sob sua cabeça e cada passo um prego enfiado nas suas artérias. as pessoas parecem metralha-la com os olhares, e seus pés doem, doem doem. nao mais que o coração. ela nao se importava. o sorriso estampa uma pintura mal feita no seu rosto. aquele balaclava nao escondia seus lábios tremendo e seu nariz ficando vermelho, não escondia o ódio, muito menos a falsa indiferença. pula, grita, chora, ela se quebra como um forte relâmpago em sua cabeça tanscendendo seu corpo de uma luz ruim. só passos, só passos. uma luz chorante e triste a ilumina e todos veem como um mero sol quente de verão, mas ´so nela. iluminando por fora e estremecendo de frio na escuridão por dentro. "estou bem, não se preocupe jeane", ela mentia tão descaradamente que parecia estar cuspindo no prato que comia com um ar de satisfação. sua hipocrisia atingia como helices afiadas nos ouvidos de quem era obrigado a ouvir suas palavras mentirosas. ela corrompia sua maturidade fingindo ser tao auto-suficiente para aguentar ver tais coisas exorbitantes e supérfluas. e mais escurecia e o sol mais brilhava e aquilo a machucava mais. era uma luz brilhante, o sol brilhava nas suas costas mas sua fronte era de tristeza e dor, estava escuro. sua sombra formava uma cobra aos pés de todos. a calçada parecia entristecer com ela e todos a sua volta sumiram. as nuvens pareciam chorar ardentemente até perderem o folêgo, manchar sua maquiagem mal feita, seu balaclava cair, e tudo for pro espaço. ela estava num gramado e a chuva era seu cobertor, ela fechou seus olhos. e as nuvens choraram, com ela.

Nenhum comentário:

Postar um comentário