Aquele dia que resolvi sair de casa. Saí as pressas calçando meus sapatos no opala 78 de minha amiga Catarine. O assunto não era outro a não ser os garotos da discoteca. Eu muito tímida não me encorajei a ter nenhum rolo com os brotos daquela daquela noite.Entramos e as luzes do globo sobre meu rosto começaram a dançar e a batida refletida nos óculos escuros dos rapazes enjaquetados no balcão. Fui tomar um milk-shake. Um dos belos rapazes sai do balcão e me aborda com suas mãos em minha cintura e susurrando delicadamente, pra alguém que toma uma postura tão inadequada, diz: "aposto que você fica bonita da pista" e me deu um sorriso largando seu óculos na mesa, me puxando pela mão direita. Eu não sabia se ele estava procurando romance ou...
A noitada estava sendo ótima dançando em rítimo acelerado. Ele bruscamente me puxou para fora da discoteca e rimos bastante. Era algo inesperado de uma noite de sábado. Ele me falava, enquanto sentavamos na calçada , sobre coisas absurdas como me dar as estrelas e roubar o sol pra me aquecer nos dias de intenso frio. Ele desacreditava em amor a 1° vista, como. Até nos conhecermos. Bom, foi uma noite muito romântica na traseira de seu santana 84. Amanheceu o dia e o sol bateu em meu rosto me cegando por alguns instantes. Percebi que ainda estava no carro. Eu me assustei. Peguei minhas roupas e vesti num estalar de dedos. Eu precisava ir, antes que soubessem de minha loucura cometida ontem. Enquanto calçava os sapatos ele me puxou e me roubou um beijo. Foi o beijo mais triste que dei. Em saber que não iria mais sentir seu corpo junto ao meu, e que aqueles lábios doces e aveludados nao me tocariam mais, que o seu calor não me aqueceria mais e que o nosso amor não mais cederia aos nossos beijos, me deliciei em seus lábios como se fosse a última coisa mais importante que faria em toda minha vida. Ele me olhou nos olhos, sem medo de se perder no buraco negro de dor deles, e susurrou tão perto que seu hálito doce e delicioso me deixou tonta, e disse " porfavor não vá" . Eu lutei contra elas mas sempre fui fraca, e pelo meu rosto avermelhado elas rolaram umidecendo seu peito nu. E só me lembro de ter pedido perdão e ter saído contra a brisa daquela manhã. Eu não sei quem ele é. Não sei como se chama. Nem sei se vivo ainda está. Eu só guardo fotografias de lembranças de um grande amor de um sábado a noite.
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